O deserto não determina nosso limite

Deus é especialista em surpreender seus filhos, principalmente quando só Ele é a opção para solução e não há mais ninguém. O desespero do homem é a oportunidade de Deus. Quem escolhe andar com Deus, com certeza, fez a melhor escolha, foi isso que Davi descreveu: “Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem” (Sl 23:4 NVI).

O texto básico, Salmos 84:5-7 (NVT), mostra que não somos limitados pelos ambientes, mas por onde passamos, eles são transformados, devido à presença de Deus conosco:

Como são felizes
• os que de ti recebem forças,
• os que decidem percorrer os teus caminhos.
Quando passarem pelo vale do Choro,
• ele se transformará num lugar de fontes revigorantes; as primeiras chuvas o cobrirão de bênçãos.
• Eles continuarão a se fortalecer, e cada um deles se apresentará diante de Deus, em Sião.

Há uma canção que diz:

“Não há vale profundo demais
Que a tua presença não possa alcançar
Não há vale profundo demais
Que o sol da justiça não possa iluminar
Eu sei
Teu amor é que me ensina a transformar
Cada vale em uma fonte a jorrar”

Deus escreve certo mesmo que as linhas estejam tortas. Deus abre caminhos no deserto. Deus gosta de desafios, Ele faz coisas pequenas e grandes. Sua especialidade é realizar o impossível.

Há uma outra canção que diz:

“Você me leva ao deserto pra falar de amor
Me deixa passar pelo vale pra mostrar que está comigo
Me põe no meio da tempestade, pinta um arco-íris
Pra me dizer no fim (Pra me dizer no fim)
Que a Tua fidelidade não acabou”.

Deus leva seu povo ao deserto. Por que Ele gosta do deserto?1. Deus gosta do deserto, porque para Ele não há dificuldade, mesmo nos lugares e ambientes mais sombrios. 2. Deus gosta do deserto, porque seu poder se aperfeiçoa na fraqueza, mesmo que não haja condições favoráveis. 3. Deus gosta do deserto, porque faz florescer os lugares, independente das condições e recursos naturais. Ele é especialista em milagres. 4. Deus gosta do deserto, porque só alí Ele consegue que seus filhos reconheçam que é preciso manter uma parceria com Ele, de fidelidade e gratidão. 5. Deus gosta do deserto, porque ali Ele mostra para seu povo quem somos de verdade, o que tem em nossos corações, se guardamos seus mandamentos. 6. Deus gosta do deserto, porque é o melhor meio de crescimento pessoal, forjando nosso caráter e nos fortalecendo até chegarmos ao melhor - a terra prometida. 7. Deus gosta do deserto, porque Ele mostra que quando há disposição e obediência todo ambiente pode ser transformado em manifestação de glória.

No deserto Ele chamou Moisés, no deserto Ele salvou e cuidou de um filho e uma mãe desesperada, Hagar e Ismael. No deserto Jesus venceu todas as investidas e tentações diabólicas. No deserto, João Batista tinha estabelecido seu púlpito, onde pregava com ousadia contra o pecado do povo. No deserto o povo hebreu experimentou os maiores milagres. O profeta Naum disse que Deus “Demonstra seu poder no vendaval e na tempestade” (1:3). O deserto confirma os verdadeiros e reprova os falsos, os aproveitadores, os enganadores. No deserto os valentes se confirmam e vencem, mas os covardes morrem.

A proposta de Deus para Faraó mostra o que Deus queria para seu povo: Depois Moisés e Arão foram falar com o rei do Egito e disseram: — O SENHOR, o Deus do povo de Israel, disse: “Deixe que o meu povo vá ao deserto a fim de fazer ali uma festa em minha honra” (Êx 5:1).

2 Coríntios 4:7-9 (NVT), o apóstolo Paulo traz uma palavra sobre a realidade desafiadora da vida cristã:

Agora nós mesmos somos como vasos frágeis de barro que contêm esse grande tesouro. Assim, fica evidente que esse grande poder vem de Deus, e não de nós.
• De todos os lados somos pressionados por aflições, mas não esmagados.
• Ficamos perplexos (tomados de espanto), mas não desesperados.
• Somos perseguidos, mas não abandonados.
• Somos derrubados, mas não destruídos.

“Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8:28).

Romanos 8:31, 35, 37-39 – vejamos o que Paulo diz sobre a nossa postura diante dos desafios:

Que podemos dizer diante de coisas tão maravilhosas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
O que nos separará do amor de Cristo?
• Serão aflições ou
• calamidades,
• perseguições ou
• fome,
• miséria,
• perigo ou
• ameaças de morte?
Mas, apesar de tudo isso, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. E estou convencido de que
• nem morte nem vida,
• nem anjos
• nem demônios,
• nem o que existe hoje
• nem o que virá no futuro,
• nem poderes,
• nem altura
• nem profundidade,
• nada, em toda a criação,
jamais poderá nos separar do amor de Deus revelado em Cristo Jesus, nosso Senhor.

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