Oração – um desafio, porém um divisor de águas

Oração – Um desafio,
porém um divisor de águas

“Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor” (Lamentações 3:56).

Na hora da angústia, na hora da dor, na hora do desespero, na hora dos desafios, podemos nos encontrar num lugar de refúgio diante de Deus através do derramar a alma, do rasgar nosso, do lançar nossa ansiedade aos pés do Senhor e nos levantar e assumir uma nova dimensão, aliviando-nos a alma aflita e nos fortalecendo de forma sobrenatural.
Na minha angústia clamei ao Senhor e Ele me respondeu, dando-me ampla liberdade, Sl 118:5.
Mesmo assim, orar é um desafio.
Não existe nenhuma outra atividade mais difícil, mais desafiadora, mais intensa e mais necessária que a oração.
Podemos entrar em contato com o Senhor com palavras, lágrimas e até mesmo com o silêncio.
A oração é, de longe, o maior desafio para a alma. A oração em público é fácil de ser feita, comparada à oração particular. Ali na oração secreta do quarto, onde não há aplausos ou reconhecimento popular, está o maior indicador da saúde da sua vida espiritual, ou você ora ou você não ora. Não existe meio termo.
De acordo com a Lei do Antigo Testamento, os sacrifícios poderiam ser de animais puros, mas o coração do homem sempre foi levado em consideração. Na verdade, o coração do homem é determinante na aceitação do sacrifício oferecido. Vemos logo em Gênesis que Deus se agradou de Abel e depois de seu sacrifício, e se desagradou de Caim e, consequentemente, do seu sacrifício. Que você tenha em mente aqui que os sacrifícios não determinaram nada na aceitação de Deus, mas o que foi principal no aceitar ou não foi o coração daquele que oferecia.
Vemos no Salmo 51, que o rei Davi escreve algo interessantíssimo. “Não te deleitas em sacrifícios nem te agradas em holocaustos, se não eu os traria” (verso 16). Olhe bem para o que Davi fala, que Deus não se agrada do simples sacrifício, como se fosse uma conta a se pagar e que depois de paga, a consciência do pecador estaria limpa. Se fosse assim, Davi não teria que se preocupar, ele era rei em Israel, possuía mais bens que a grande maioria da população, se Deus pedisse um boi ou mil bois, Davi poderia trazer e sacrificar. Mas ele entendia algo essencial, Deus não aceita sacrifícios vazios, Deus não aceita formalidades sem arrependimento; se Deus fosse como homem, Davi poderia trazer seus sacrifícios e seria perdoado. Mas Davi conhecia o Deus que adorava. “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito” (verso 17). Ele sabia que o que agradaria a seu Senhor, era um coração arrependido pelo pecado.
Em Lucas 18:9-14 fala de dois homens que foram ao templo orar: o fariseu, que era religioso e radical; o publicano, cobrador de impostos para o imperador romano, considerado grande pecador. A atitude deles foi determinante no resultado de suas orações.
Suas orações são sacrifícios a Deus, como você as tem feito?
Você tem buscado a formalidade sem fervor?
Você tem levantado as mãos para cima e agradecido por ser um ótimo homem e um ótimo crente? Ou entra diante de Deus de cabeça baixa, bate no peito e clama por misericórdia?
Você tem sido arrogante e vive dando ordens para Deus? Ou tem sido humildade e dependente da graça e misericórdia?
Isso vai definir toda a sua vida, a vida nesta terra e a vida eterna, seja no inferno, seja à direita de Deus. Ore sempre como o publicano: tem misericórdia de mim, Senhor! Sou um pobre pecador. E terá um brilho da glória de Deus na sua vida.

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