Identidade cristã – identificação com Cristo

A Bíblia fala a respeito dos discípulos que, em Antioquia, foram pela primeira vez, chamados de “cristãos”. Isso estava ligado ao modo deles falarem, agirem e testemunharem, mas a base de tudo isso era o alto compromisso que tinham com o Evangelho de Jesus Cristo, At 11:26.

“… E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.

O termo cristão passou a designar alguém que recebeu influência e passou a pertencer ao Senhor Jesus Cristo, prometendo professar sua fé e aplicar em todas as áreas da sua vida os princípios evangélicos transmitidos por Ele e pelos apóstolos. Desta forma todos aqueles que creem em Jesus devem ser fiéis às Sagradas Escrituras, pois elas testificam de Jesus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos, Jo 5:39.

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

Jesus afirmou que haverá uma mudança graciosa na vida daqueles que creem e se unem a Ele. Permanecendo em sua Palavra, passam a ser discípulos verdadeiros e a partir daí surgirá um novo status na vida, a verdadeira liberdade:

“se permanecerdes nas minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8:31-32).

O texto básico mostra que a vida cristã não é um isolamento, mas relacional. Isso se aplica tanto no nível vertical em relação a Deus, quanto horizontal que tem a ver com as pessoas ao nosso redor, seja no âmbito familiar, escolar, profissional, etc. Para isso deve-se fundamentar a vida no amor. Seria impossível praticar a vida cristã num mosteiro, onde há uma obrigatoriedade de comportamento – que pode ser sincera ou falsa. A verdadeira identidade de uma pessoa se revela real num ambiente diversificado. Onde tudo é igual é impossível aparecer virtudes. Compare os versos seguintes:

1 João 2:5 Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus.

1 João 1:6-7 Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

1 João 2:9 Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.

Estar em Jesus tem como ato sequente andar nele. Jesus deve ser o referencial de todos que servem a Deus. “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu fiz, façais vós também; porque para isto somos chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (Jo 13:15; 1Pe 2:21).

Porque será que muitos perderam a paixão, o zelo e relaxaram no servir ao Senhor a ponto de abandonarem completamente sua prática de vida cristã? Muitos são os que se enquadram nas palavras de Jesus a Igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2:4-5).

Sabemos que Jesus avisou sobre o perigo de haver esfriamento no amor diante do aumento da iniquidade. Isso é muito lamentável, pois bloqueia o contato da pessoa com Deus. O salmista disse: “se eu atender a iniquidade no meu coração o Senhor não me ouvirá”.

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