Comportamento diante das dificuldades


O QUE NÃO FAZER EM TEMPOS DE DIFICULDADES
2
Co 4:8-9

INTRODUÇÃO: A vida é composta de
lutas e vitórias. Jesus disse que “no
mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo…”
(Jo 16:33). Deus não nos priva
das lutas, mas nos capacita para vencermos, portanto é necessário que
aprendamos como nos comportar diante das dificuldades. Hoje vamos estudar sobre
o que não devemos fazer em momentos
de lutas e batalhas:

1) NÃO DESISTIR

Jó amaldiçoou o dia em
que nasceu. Ele disse: “Por que não morri
eu na madre? Por que não expirei ao sair dela?”
(3:11). Geralmente é esse o
nosso sentimento quando a vida desaba inesperadamente. Mas Jó nunca desistiu.
Tiago falou da perseverança de Jó: “Tendes
ouvido da paciência de Jó…”
(Tg 5:11). Embora ele tenha murmurado e
questionado Deus, ele jamais repudiou a Deus.
Observemos a atitude
com a qual Paulo enfrentava as dificuldades: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não
desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não
destruídos”
(2 Co 4:8, 9). Paulo estava pronto para estar onde Deus
quisesse e fazer o que Deus quisesse. Ele disse aos irmãos de Filipos que era
difícil para ele optar por viver e 
trabalhar para o Senhor na terra ou partir para estar com Ele no céu (Fl
1:21–24). Não seria  ele que tomaria essa
decisão; ele estava pronto para aceitar a decisão de Deus para a sua vida. Essa
declaração tem mais significado ainda quando recordamos que Paulo estava preso
no momento em que a escreveu.

2) NÃO OLHAR PARA TRÁS

Jó desejava voltar
“aos velhos e bons tempos” (veja 29:2). Quando estamos numa fase de luta, não
nos faz bem desejar que nossa situação seja como era antes. Podemos refletir,
se for necessário. Não há nada de mal em nostalgias; mas se tentarmos reviver
dias que já se foram, ficaremos decepcionados. O mesmo Deus que  trouxe os “velhos e bons  tempos” pode 
trazer
“novos e bons tempos”.
Mais uma vez a atitude de Paulo é útil a nós: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma  coisa 
faço:  esquecendo-me das coisas
que para  trás ficam e avançando para as
que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana
vocação de Deus em Cristo Jesus”
(Fl 3:13, 14).
De nada vale desejar
os dias mais radiantes que já se passaram. Ontem não  está 
ao nosso alcance mais do que o primeiro dia que Deus criou. Em vez de
agir assim, olhemos para os dias radiantes que virão pela frente!

3) NÃO SENTIR PENA DE SI MESMO

O fardo de Jó foi tão
grande que ele o descreveu como sendo mais pesado que  a 
areia do mar (6:2, 3). Jó sentiu pena de si mesmo. A ironia da
autopiedade é que quando você sente pena de si mesmo, você é o único a ter esse
sentimento! Ninguém sentiu pena de Jó, exceto ele mesmo. Seus três amigos
não  tiveram pena dele, embora ele
tivesse implorado a eles: “Compadecei-vos
de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu”

(19:21). A esposa de Jó não foi nenhum consolo para ele.
Moisés sentiu pena de
si mesmo quando ficou encolerizado com as reclamações dos israelitas. Ele não
conseguia entender por que Deus lhe dera tamanho fardo. Em certa ocasião, ele
perguntou a Deus: “Concebi eu,
porventura, todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu
colo, como a ama leva a criança que mama…”
(Nm 11:12–15). Ele pediu que
Deus o deixasse morrer porque ele não podia mais suportar o fardo de toda
aquela gente sozinho. Deus resolveu o problema de Moisés. Ele também resolveu o
problema de Jó. Às vezes, podemos pensar que Deus está contra nós, mas Ele está
trabalhando pelo nosso bem a todo tempo.

4) NÃO CULPAR OS OUTROS

As táticas de auto
justificação são tão antigas quanto o Jardim do Éden. Quando Deus confrontou
Adão  e Eva devido ao pecado que
cometeram, Adão culpou Eva e Deus. Ele disse: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi”
(Gênesis 3:12). Eva culpou a serpente, dizendo: “A serpente me enganou, e eu comi” (Gênesis 3:13).
Jó procurou alguém em
quem pôr a culpa pelas suas aflições. Ele não acreditava que fosse ele o
responsável. Ele não poderia pensar em ninguém mais a quem atribuir suas
aflições, por isso ele questionou a Deus. Caçar um bode expiatório não resolve
os nossos problemas. Enquanto Satanás puder nos manter à procura  do 
responsável, ele poderá nos impedir de resolver nossos problemas.

CONCLUSÃO: Uma mulher observava
uma borboleta tentando sair de seu casulo no peitoril de sua janela. Durante
dias a borboleta ficou lutando para passar por um pequeno orifício na
extremidade do casulo. Primeiro saiu a cabeça, depois a parte superior do corpo
e depois as asas. A mulher não gostou de ver a borboleta lutando e se
espremendo para passar a parte inferior do corpo por aquele pequeno orifício.
Então, ela  concluiu que a borboleta
precisava de ajuda, e abriu o buraco até a borboleta sair dali com facilidade.
Para sua surpresa, a parte inferior do corpo ficou tão inchada, que o pobre
inseto não conseguiu voar. A borboleta morreu ali mesmo, no peitoril da janela.
A mulher não sabia que estava privando a borboleta de uma luta que ela
precisava enfrentar para sobreviver. Essa luta teria reduzido o  tamanho da parte inferior do seu corpo e
teria fortalecido suas asas. Rm 8:28 declara:
“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a
Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Deixe um comentário