A sexualidade deve ser saudável e santa

A SANTIDADE DO SEXO 

O sexo não é sujo, foi Deus quem o criou e viu que era bom. O sexo não é pecaminoso nem foi a causa da queda dos nossos primeiros pais no Éden. O sexo é santo, bom e prazeroso. Deus criou o homem e a mulher sexuados e com desejos sexuais. Deus instituiu o casamento, para que dentro de suas sacrossantas balizadas, o sexo fosse desfrutado com segurança, prazer e santidade. Portanto, o sexo não é apenas para a procriação. Antes e fora do casamento o sexo é pecado. Tanto a fornicação quanto o adultério pervertem a santidade do sexo e atentam contra a santidade do casamento; porém, o leito sem mácula deve ser considerado digno de honra por todos (Hb 13:4).

A santidade do sexo está fundamentado na santidade do corpo. Os gregos acreditavam que o corpo, por ser matéria, não podia ser santo. Mas o dualismo filosófico grego está absolutamente errado. Ele produziu dois desvios graves: a imoralidade e o ascetismo. O apóstolo Paulo, em contra partida, expõe em 1 Coríntios 6:13-20, com profunda clareza e lucidez sobre a santidade do corpo. Negativamente, Paulo diz que o corpo não é para a impureza (v. 13,18). O corpo não é para relações sexuais ilícitas (v. 16). Conseqüentemente, devemos fugir da impureza, porque a imoralidade sexual é pecar contra o próprio corpo (v. 18). Positivamente, o apóstolo Paulo diz que o corpo é para o Senhor (v. 13), é para a glorificação (v. 14), pois o corpo é membro de Cristo (v. 15,17), é santuário do Espírito Santo (v. 19), é propriedade de Deus (v. 19,20) e o altar onde se desenvolve a liturgia da vida (v. 20).

Embora o celibato seja uma escolha legítima (1 Co 7:1), que propicia maior dedicação à obra de Deus (1 Co 7:32-35) e evita certas angústias na carne, próprias apenas para as pessoas casadas (1 Co 7:28), o celibato não tem nenhuma vantagem moral sobre o casamento (1 Co 7:5,9). O casamento é o ideal de Deus para o homem e a mulher (Gn 2:18; 1 Co 7:2,9). O casamento deve ser heterosexual, monogâmico, monossomático e indissolúvel. A Bíblia é clara em afirmar que o sexo é um direito dos casados (1 Co 7:3,4) e que o sexo não é apenas para a procriação (Gn 1:28), mas também e sobretudo para o prazer e felicidade do casal (1 Co 7:3-5; Pv 5:15-21).

Num tempo em que o mundo faz apologia do homossexualismo, das aberrações sexuais de toda sorte, bem como da infidelidade conjugal, precisamos alertar que os princípios de Deus jamais mudaram e nunca mudarão. Deus julgará os impuros e adúlteros (Hb 13:4). Aqueles que rejeitam as orientações das Escrituras sobre a santidade do sexo estão rejeitando o próprio Deus e receberão a justa vingança de Deus (1 Ts 4:3-8). Aqueles que se entregam à lascívia e ao adultério estão fora de si e arruínam as suas próprias vidas (Pv 6:32). Aqueles que cometem torpezas e se entregam às paixões infames do homossexualismo, não apenas praticam o que é abominação ao Senhor (Lv 18;22), mas também receberão em si mesmos a merecida punição do seu erro (Rm 1:24-28). Os impuros e adúlteros não herdarão o Reino de Deus (1 Co 6:9-10), ao contrário, serão lançados no lago do fogo e sofrerão a segunda morte (Ap 21:8; 22:15).

Que Deus nos ajude a vivermos uma vida sexual pura e santa no meio de uma geração que se corrompe por não conhecer nem obedecer aos retos e santos preceitos de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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