O Desafio da Santidade

O Desafio da Santidade

Amós 3:3; 1Pedro 1:15-16

A soberania de Deus é única e exclusivamente dele. Ninguém é desafiado ou incentivado a ser soberano. No entanto, a sua santidade é referencial para nossa caminhada, portanto, apesar de homem algum chegar ao patamar dessa santidade, ela nos é apresentada como uma meta – “sede santo assim como Eu sou santo”; “assim como é santo aquele que vos chamou sede santos em toda vossa maneira de viver”.

Sem santidade ficaremos fora da presença de Deus – “segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14).

Santidade significa separação, dedicação e serviço, no sentido de entrega total e voluntária a um só Senhor – a Deus.

Não é suficiente que alguém creia na soberania de Deus, no amor de Deus, na inspiração da Bíblia Sagrada – é necessário se santificar. O próprio Jesus, para evidenciar esse importante fato, pediu ao Pai na oração sacerdotal “santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (João 17:17).

A santidade sempre deve ser precedida de humildade, fé e submissão aos princípios de Deus. Caso não seja assim, seremos religiosos com a vida vazia e hipócrita. O que deveria ser bênção se tornará um fardo pesado.

A santidade precisa ser totalmente aplicada aos nossos atos, palavras, pensamentos – sede santos em todo vosso procedimento; sede santos em toda a vossa maneira de pensar; não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas apenas a que promove edificação.

A santidade precisa envolver o homem integral – todo vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

A santidade precisa ser aplicada na vida sentimental – não defraudeis um ao outro. Paulo disse que os solteiros não devem apagar o fogo na cama, mas é para casar, isto é, sexo só se legitima no casamento.

O casamento santifica a vida afetiva – Paulo disse que por causa da prostituição, cada homem tenha a sua própria mulher. O corpo é chamado templo do Espírito Santo, portanto, nada que desagrade a Deus deveria ser feito.

A santidade precisa ser aplicada nos negócios – ninguém oprima ou engane o seu irmão em negócio algum; aquele que furtava não furte mais, antes trabalhe…

A santidade precisa ser aplicada na vida financeira – daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus; não gasteis o dinheiro naquilo que não é pão, ou seja, aplique o resultado do seu trabalho naquilo que for benéfico, não desperdice.

A santidade precisa ser aplicada no olhar – os teus olhos olhem direito; não porei coisa má diante dos meus olhos; os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz, mas se teus olhos forem maus, quão grandes trevas serão.

A santidade precisa ser aplicada no relacionamento – se andarmos na luz, como Ele na luz está temos comunhão uns com os outros;

A santidade precisa ser progressiva – quem é santo, santifique-se ainda; Antes, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça Cristo. A santificação só será valorizada por um cristão quando ele passa a ter a verdadeira visão de quão sério é o pecado aos olhos de Deus – isso só será conseguido se andarmos na luz da Palavra de Deus, ela é lâmpada para os pés e luz para o caminho.

Há alguns anos, um amigo deu-me o que designava como sua “Fórmula: Como distinguir o certo do errado”. Essa fórmula contém quatro perguntas baseadas em três versículos de 1 Coríntios:

Pergunta 1: É benéfico — física, espiritual e mentalmente?”

“Tudo me é permitido’, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 6:12).

Pergunta 2: Será que isso vai me dominar?

“Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (1 Coríntios 6.12).

Pergunta 3: Será que isso vai ferir os outros?

“Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar” (1 Coríntios 8.13).

Pergunta 4: Será que isso glorifica a Deus?

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).

Epicteto, filósofo grego, declarou: “eu sou uma pobre alma algemada num cadáver”. No entanto, Jesus resgata essa alma e restaura completamente dentro dos padrões de Deus.

Pastor Wanderley da Silva

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