O exemplo vem de cima dos genitores e gestores

O livro de Jó começa falando sobre o caráter, a vida piedosa, a família e a posição social de Jó, genitor e gestor, pai e administrador.
Esta não é uma parábola, não se trata de uma ficção, mas a história de uma pessoa real que foi reconhecida por Deus e pela comunidade como alguém que era perfeito e justo.
Queremos saber por que Deus nos permite viver experiências difíceis. O livro de Jó registra perguntas perturbadoras, dúvidas terríveis, e a verdadeira agonia de alguém que sofre. Este livro nos ajuda quando os problemas nos cercam e nos permite dar uma olhada na perspectiva de Deus sobre nosso sofrimento.
Havia um homem chamado Jó que vivia na terra de Uz.
Com base em Lm 4:21, vemos que Uz situava-se em Edom, sul da Palestina. Essa cidade também é citada em Jr 25:19-20. Em Gn 22:21 faz menção de Uz como filho de Naor, portanto, sobrinho de Abraão.
Ele era íntegro e correto, temia a Deus e se mantinha afastado do mal.
Ele era rico em caráter, porque era “íntegro e correto”. Ele não era sem pecado, mas era sincero e obediente diante do Senhor. Ele temia a Deus, não com terror, mas com humilde confiança e se afastava do mal.
Tinha sete filhos e três filhas.
No tempo antigo, a glória de um homem era ter muitos filhos. O salmista os compara a flechas e quanto mais filhos um pai tivesse, mais bem-aventurado seria. Jó não foge à regra.
Era dono de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Também tinha muitos servos. Na verdade, era o homem mais rico de toda aquela região.
Era um homem rico. Tinha muitos bens, sendo o mais rico do Oriente. Algo que me chama a atenção: apesar de ser rico, administrava sua vida, família, propriedades, animais, e ainda priorizava seu tempo com Deus.
Os filhos de Jó se revezavam em preparar banquetes em suas casas e convidavam suas três irmãs para celebrar com eles. Quando terminavam esses dias de festas, Jó mandava chamar seus filhos, a fim de purificá-los.
Havia entre seus filhos uma harmonia, pois sempre se confraternizavam e incluía nestes atos suas irmãs. Que lição linda envolvendo essa família. Como é bom e agradável que os irmãos vivam em união. Isso enriquece demais seus pais.
Levantava-se de manhã bem cedo e oferecia um holocausto em favor de cada um deles, pois pensava: “Pode ser que meus filhos tenham pecado e amaldiçoado a Deus em seu coração”. Essa era a prática habitual de Jó.
Jó tinha uma preocupação espiritual com seus filhos e filhas e orava por eles no altar. Como esses filhos eram privilegiados por terem um pai consagrado.
Jó se mantinha fiel a Deus, mesmo tendo um desequilíbrio espiritual em seu casamento. A mulher de Jó não tinha a mesma fé e confiança em Deus. Ela preferia o esposo morto, do que enfrentar situações negativas.
Quando observamos a história vemos que Jó se mantinha fiel a Deus, mesmo diante de situações negativas. Sua mulher já não aceitava da mesma forma. A fé é individual, mas o compromisso de fidelidade a Deus deveria ser de toda a família.
A entrevista de Satanás com Deus nos ensina que:
1) Satanás é responsável perante Deus (1.6), visto que apareceu diante Dele;
2) A mente de Satanás é como um livro aberto para Deus, que o forçou a confessar suas intenções;
3) Satanás está por trás dos males que o mundo sofre (2.7);
4) não é onipotente nem onisciente;
5) ele não pode fazer nada sem a permissão divina (1.10);
6) Quando Deus permite que ele faça algo, Ele coloca limites em sua ação.

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