VENCENDO O PECADO

Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR, e tu perdoaste a culpa do meu pecado — Salmo 32:5


O poder avassalador do pecado
Pecado é um antigo termo usado no arco e flecha que significa errar o alvo. Qualquer coisa que não seja o centro fixo é pecado. Assim, o pecado em nossa vida não apenas significa roubar, assassinar alguém ou adulterar. É muito mais do que isso. Na verdade, qualquer coisa fora do centro daquilo que é o melhor de Deus e de sua vontade perfeita para nossa vida é pecado. Isso amplia muito a idéia de pecado!
Quando não é confessado, o pecado torna-se um tumor sutil — enrolando seus tentáculos em volta de cada parte de nosso ser até ficarmos paralisados. A agonia de seu peso é descrita com precisão na Bíblia pelo rei Davi:
Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados,
O meu corpo definhava de tanto gemer.
Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim;
Minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca.
Então reconheci diante de ti o meu pecado.
E não encobri as minhas culpas.
Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao SENHOR,
E tu perdoaste a culpa do meu pecado.
(Salmo 32:3-5)
Quando o pecado não é confessado, uma parede levanta-se entre você e Deus. Mesmo que você deixe de praticá-lo, se esse pecado não foi confessado diante do Senhor, ele ainda pesará sobre você, arrastando-o de volta para o passado que você está tentando deixar para trás. Muitos costumam levar nas costas uma bolsa cheia de falhas tão pesada que mal conseguem se mover. Não percebendo como estão curvados espiritualmente. Quando, então, confessamos os pecados, na verdade, sentimos o peso daquela bolsa sendo aliviado.
Todos nós que trazemos feridas emocionais profundas do passado já sofremos de baixa auto-estima, medo e culpa. Mentalmente, nós nos martirizamos, temos a tendência de pensar no pior em se tratando de nossas situações e nos sentimos responsáveis por tudo o que dá errado. É verdade que podemos ter momentos em que nos sentimos culpados por coisas que fizemos, mas não precisamos nos torturar, levando uma vida incessante de culpa. Deus proveu a chave para nos libertar disso: a confissão.
Muitas vezes, não conseguimos nos ver como responsáveis por certas ações. Por exemplo, embora não seja sua culpa ser abusado por alguém, sua reação ao abuso agora é de sua responsabilidade. Você pode se sentir justificado em sua raiva ou amargura, mas, mesmo assim, deve confessá-la porque ela frustra o que Deus tem para você. Se não confessar, o peso dessa raiva ou amargura, no final, irá esmagá-lo.


Arrependimento – porta para um novo horizonte
Para que a confissão tenha efeito, ela deve ser feita com arrependimento. Arrependimento, literalmente, significa uma mu­dança de opinião. Significa você dar as costas, sair do território do pecado e deci­dir não cometer o mesmo pecado novamente. Significa alinhar seu pensamento corretamente com Deus. É possível confessar sem, de fato, admitir alguma transgressão. Na verdade, podemos simplesmente passar a ser bons em pedir desculpas sem intenção alguma de sermos diferentes. Confissão e arrependimento signi­ficam dizer: “A culpa é minha. Desculpe. Não vou fazer mais isso”. Você precisa confessar e se arrepender de todo pecado para que esteja livre de sua escravidão, quer você se sinta mal com ele ou não e quer o reconheça como tal ou não.
“Um dia, no consultório de minha conselheira cristã, confessei em oração os dois abortos que fiz, mesmo não tendo idéia, na época, de como o aborto era errado. Sempre via o aborto como um meio de sobrevivência, não como um pecado, mas isso não o torna correto aos olhos de Deus. Li na Bíblia sobre o valor da vida no ventre. Também li: ‘Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo’ (1 Coríntios 4:4). Não fiquei livre das garras mortais da culpa naqueles abortos até me arrepender e receber o pleno perdão de Deus” (Stormie Omartian).
Toda vez que confessar algo, veja se você, honesta e verdadeiramente, não sente mais vontade de fazê-lo. E lembre-se de que Deus “conhece os segredos do coração” (Salmo 44:21). Estar arrependido não necessariamente significa que você nunca mais voltará a cometer o mesmo pecado, mas significa que não pretende cometê-lo novamente. Caso ocorra, confesse-o novamente. Arrependa-se todas as vezes, você estará perdoado e, procure se fortalecer, quebre as pontes que podem te levar novamente ao pecado e, por fim, ficará livre. A Bíblia diz: “Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor” (Atos 3:19, 20).
Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas!
(Salmo 32:1)
O diabo tem um gancho preso a você onde houver um pe­cado não-confessado. Recaídas no mesmo pecado não são desculpas para não confessá-lo. Você deve manter sua vida totalmente aberta diante do Senhor se quiser ser libertado da escravidão do pecado.
Você não pode ser libertado de algo que não pôs fora de sua vida. Confessar é falar toda a verdade sobre o seu pecado. Renunciar ao pecado é tomar uma posição firme contra ele e remover seu direi­to de permanecer. Uma vez que não somos perfeitos, a confissão e o arrependimento são contínuos. Há sempre novos níveis da vida de Jesus que precisam ser operados em nós. Estamos aquém da glória de Deus em sentidos que ainda nem podemos imaginar.

“Se confessarmos os nossos pecados
Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9).

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